>O perigo do "freemium"

Em 3 de setembro de 2010, em Sem categoria, por ronaldo

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Desde que comecei a trabalhar com desenvolvimento de aplicações no modelo SaaS, vários amigos me perguntaram por que eu não planejava uma versão gratuita dos serviços. Afinal, a gratuidade acaba por atrair vários usuários, usualmente tornando o serviço popular. Porém, o serviço gratuito tem um preço muitas vezes alto demais para ser suportado por uma empresa, ainda mais uma start-up.

O serviço limitado e gratuito tem a vantagem de oferecer uma visão geral de como determinada aplicação funciona, permitindo ao usuário experimentá-la sem qualquer custo ou obrigação. No entanto, não é sempre que o usuário migra para o serviço pago. A verdade é que a grande maioria dos usuários acaba adequando suas necessidades para forçar o uso do serviço gratuito. O resultado são poucas vendas efetivas e uma receita que é quase toda revertida para os custos operacionais da empresa.

A verdade é que a conta gratuita custa para a empresa. Cada usuário utiliza banda, processamento, armazenamento e cada uma dessas coisas não é gratuita. A empresa precisa remunerar pessoal, comprar discos, aumentar servidores, contratar novos links para suprir a crescente demanda, caso o serviço torne-se popular. Muitas start-ups surgem com sistemas realmente fantásticos mas acabam optando pelo modelo do serviço gratuito, conhecido no jargão da internet como freemium. O resultado é quase sempre um desastre: custos operacionais ampliando-se enquanto a receita é baixa, causando um belo rombo no caixa.

Ning: um exemplo claro

O site Ning.com é um claro exemplo de como o serviço gratuito pode praticamente inviabilizar uma empresa. A empresa surgiu com a ideia de fornecer aos seus usuários formas de criar redes sociais, quaisquer que fossem. A ferramenta é extremamente poderosa e quase levou a empresa à falência, justamente por que as vendas permaneceram baixas em relação à quantidade de usuários que utilizavam o serviço gratuito. 

Os maus resultados financeiros refletiram nos investidores, que cobraram da direção da empresa atitudes para melhorar seus resultados financeiros. A pressão dos investidores levou ao fim das contas gratuitas e da adoção ao modelo freemium. Isso também teve um grave efeito negativo na comunidade de usuários que usavam as contas gratuitas: poucos migraram para as contas pagas.
Alguém precisa pagar a conta
O modelo freemium é perigoso para empresas que dispõem de pouca receita, podendo chegar a inviabilizar o negócio. Mesmo empresas grandes, como o Google, já perceberam que o modelo freemium é problemático. Para se ter uma ideia, o Google tem uma série de serviços pagos que oferecem uma série de vantagens mas enfrenta sérias dificuldades na aceitação dos mesmos, visto que os serviços gratuitos são suficientemente poderosos para atender a demanda. O resultado é que hoje o Google tem grande parte da sua receita centrada no marketing, tendo pouca receita proveniente dos seus serviços pagos.
O fato é que os serviços gratuitos geram gastos que precisam ser pagos por alguém. Se é gratuito para o usuário, alguém precisa pagar a conta. E se não há ninguém para pagar a conta, o custo todo recai sobre os ombros da empresa, que terá de tirar dinheiro do seu caixa para suprir os custos das contas gratuitas. Não há mágica: se você usa algo, esse algo custa alguma coisa à alguém. Vivemos no capitalismo e, por este motivo, não existe almoço grátis, parafraseando o economista americano Milton Friedman.
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>O site deixou de ser uma página e se tornou um sistema

Em 1 de outubro de 2009, em Sem categoria, por ronaldo

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Complementando o que escrevi sobre os problemas do Ticketmaster com as vendas dos ingressos do AC/DC, gostaria de falar um pouco sobre como as páginas da internet se tornaram sistemas computacionais ao longo dos anos. Logo quando popularizou-se, a tecnologia master da internet eram os scripts CGI. Era o máximo que existia em termos de automação do lado do servidor. Vieram as ponto com e criaram negócios em cima dessa tecnologia. O java começava a fazer seu debut como tecnologia de internet.
Com o passar dos anos as páginas deixaram de ser apenas um amontoado de texto e gráficos e passaram ao status quo de aplicação. Basta entrar no Google Docs para entender o que estou falando: alguma vez você já pensou em usar o navegador como um editor de textos ou uma planilha eletrônica? Além disso, há sistemas populares como web mails e até jogos como o Tribal Wars ou o Travian. As páginas deixaram de ser apenas um amontoado de HTML e tornaram-se front-ends de sistemas complexos.
Há sistemas que têm arquiteturas complexas justamente visando dar escala aos usuários. Os pioneiros nesses tipos de sistemas no Brasil foram os bancos que além de fazerem o balanço de carga dos seus sites também têm grande preocupação com a segurança da informação justamente por serem muito visados.  Os sites passaram a ter muito mais do que simplesmente design visual e passaram a seguir projetos formais de desenvolvimento de software. Da mesma forma, começaram a receber investimentos vultosos e a serem tratados com seriedade.
No entanto, ainda há empresas brasileiras que entendem que a internet é a mesma do Século XX: um amontoado de páginas. É comum ver sites institucionais ou serviços ruins, como o já criticado Ticketmaster, que foram concebidos para uma realidade diferente da internet atual.
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>Internet: o efeito viral

Em 8 de setembro de 2009, em Sem categoria, por ronaldo

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Recebi hoje um e-mail na lista de discussão da minha família que me chamou a atenção. Trata-se de um daqueles e-mails hilários com imagens de propagandas que foram proibidas pelos anunciantes por serem de mau gosto ou polêmicas demais. Depois de umas boas risadas vendo as fotografias me atentei para o efeito viral desse e-mail: as propagandas que foram supostamente proibidas acabaram sendo veiculadas mesmo assim e provavelmente atingindo um público enorme.

O efeito viral está sendo explorado de tal maneira que mesmo propagandas falsas acabam sendo veiculadas como se fossem autênticas. E no fim das contas, o anunciante tem, efetivamente, seu produto mostrado nas redes sociais. Um exemplo é o comercial falso do Sprite, que simula uma cena de sexo oral e que teve cerca de 393.342 visualizações. A Coca-cola, dona da marca, nega categoricamente que tenha autorizado o comercial. E já é fato conhecido de que esse comercial é realmente falso. Mas é um comercial que levou o produto da Coca-cola ao conhecimento de quase 400 mil pessoas. Convenhamos: é um número razoável.

A internet torna-se um veículo de disseminação de produtos e serviços se for bem utilizada. O efeito viral é fruto da criatividade em usar uma mensagem que desperte a curiosidade do ser humano. É possível, portanto, disseminar a mensagem através de um invólucro engraçado, curioso ou criativo. A “piada” se torna o veículo passado de caixa postal em caixa postal, aproveitando-se do efeito “spam”. A facilidade de utilizar veículos de comunicação, como o e-mail, acaba fazendo com que exista disseminação de “spams”, o invólucro das mensagens comerciais virais.

Posso afirmar que este é apenas mais um capítulo dessa revolução chamada Internet, que tem alterado a forma como nos comunicamos, negociamos e trabalhamos no Século XXI.

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>Uma palavra sobre o Google Gears

Em 4 de agosto de 2009, em Sem categoria, por ronaldo

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O Google Gears é uma plataforma que permite que informações armazenadas na internet possam ser armazenadas localmente. Além disso, essa plataforma permite a sincronização de dados, o que permite que as informações locais sejam sincronizadas com as informações na internet. Bonito, não? Mas como é isso na prática?
Na prática é assim: você coloca seus documentos no Google Docs e esses documentos ficam disponíveis off-line, podendo ser editados inclusive. Ao ficar on-line novamente, as alterações ficam disponíveis on-line, sendo automaticamente sincronizadas. Isso dá às ferramentas web uma flexibilidade fora do normal: informações salvas na internet ficam disponíveis localmente. Vantagens? Imagine um documento que você precise acessar dentro de um avião. Bem, até hoje não há internet nos aviões disponíveis aos meros mortais. Você pode não só acessá-lo como também modificá-lo. Ao ficar novamente on-line, suas alterações são, então, carregadas novamente no repositório central.
Porém, não sei dizer o que acontece quando o mesmo documento é alterado por duas pessoas distintas. Em situações de conflitos de alterações, não sei dizer qual o comportamento da implementação. De qualquer maneira, pude testar a solução dentro do Chrome e fiquei muito satisfeito com os resultados. E acho que é uma plataforma promissora, pois permitirá que desconexões momentâneas não se tornem um incômodo.
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>Impressões sobre o novo Internet Explorer 8

Em 8 de junho de 2009, em Sem categoria, por ronaldo

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Já há algum tempo que a Microsoft lançou o Internet Explorer 8. Como usuário do Firefox, não me mexi imediatamente para instalar o IE8 no meu computador até que o Windows Update fez isso para mim. Como agora desenvolvo aplicações para a Web, não tive como escapar de ter isso instalado, visto que preciso fazer com que a aplicação funcione nos principais browsers do mercado.

Do ponto de vista do usuário, o IE8 aparentemente ficou mais leve que seu antecessor. As páginas renderizam mais rapidamente e o browser parece mais estável. Pelo menos até o presente momento ele não caiu anormalmente na minha máquina. Os serviços que uso normalmente, como o Google Docs ou GMail funcionam normalmente, sem contratempos. Portanto, à primeira vista, o browser é realmente melhor que a versão anterior.

No entanto, do ponto de vista do desenvolvedor, é um pesadelo: páginas HTML totalmente validadas pelo W3C, o comitê gestor da internet mundial, não renderizam corretamente, principalmente tabelas cujos cabeçalhos são alinhados através de herança. As tags th não reconhecem a herança CSS, o que obriga o desenvolvedor a explicitamente formatá-las. O mesmo acontece com parágrafos cujo alinhamento foi definido por seu container. Todos os outros browsers, como Opera, Safari, Firefox e Chrome renderizam as páginas corretamente. O IE8 é o único diferente.

E parece que a Microsoft realmente manteve a tradição: as versões anteriores também são diferentes. A Microsoft, pelo simples fato de deter a maioria do mercado de navegadores, (66,50%) força a barra dos padrões, seguindo o seu próprio. Isso força os desenvolvedores a escrever duas versões da página: uma para o IE e outra para o resto do mundo.

O fato é que a Microsoft ainda insiste em achar que o mundo é o mesmo da década de 1990. O mundo hoje caminha para os padrões abertos e a Microsoft é uma empresa que ainda reluta em andar por esse caminho. Essa é uma guerra que está perdendo, apesar do seu poderio econômico. A mudança é sutil e lenta. E quando perceberem que o mundo mudou, talvez terá sido muito tarde.

Se me perguntarem qual browser usar a resposta é categórica: qualquer um que não seja o IE8. Se há bugs crassos com relação à coisas quase irrelevantes, como a apresentação de uma página, o que se pode esperar com relação à sua segurança?

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