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Ning: um exemplo claro
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O efeito viral está sendo explorado de tal maneira que mesmo propagandas falsas acabam sendo veiculadas como se fossem autênticas. E no fim das contas, o anunciante tem, efetivamente, seu produto mostrado nas redes sociais. Um exemplo é o comercial falso do Sprite, que simula uma cena de sexo oral e que teve cerca de 393.342 visualizações. A Coca-cola, dona da marca, nega categoricamente que tenha autorizado o comercial. E já é fato conhecido de que esse comercial é realmente falso. Mas é um comercial que levou o produto da Coca-cola ao conhecimento de quase 400 mil pessoas. Convenhamos: é um número razoável.
A internet torna-se um veículo de disseminação de produtos e serviços se for bem utilizada. O efeito viral é fruto da criatividade em usar uma mensagem que desperte a curiosidade do ser humano. É possível, portanto, disseminar a mensagem através de um invólucro engraçado, curioso ou criativo. A “piada” se torna o veículo passado de caixa postal em caixa postal, aproveitando-se do efeito “spam”. A facilidade de utilizar veículos de comunicação, como o e-mail, acaba fazendo com que exista disseminação de “spams”, o invólucro das mensagens comerciais virais.
Posso afirmar que este é apenas mais um capítulo dessa revolução chamada Internet, que tem alterado a forma como nos comunicamos, negociamos e trabalhamos no Século XXI.
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Do ponto de vista do usuário, o IE8 aparentemente ficou mais leve que seu antecessor. As páginas renderizam mais rapidamente e o browser parece mais estável. Pelo menos até o presente momento ele não caiu anormalmente na minha máquina. Os serviços que uso normalmente, como o Google Docs ou GMail funcionam normalmente, sem contratempos. Portanto, à primeira vista, o browser é realmente melhor que a versão anterior.
No entanto, do ponto de vista do desenvolvedor, é um pesadelo: páginas HTML totalmente validadas pelo W3C, o comitê gestor da internet mundial, não renderizam corretamente, principalmente tabelas cujos cabeçalhos são alinhados através de herança. As tags th não reconhecem a herança CSS, o que obriga o desenvolvedor a explicitamente formatá-las. O mesmo acontece com parágrafos cujo alinhamento foi definido por seu container. Todos os outros browsers, como Opera, Safari, Firefox e Chrome renderizam as páginas corretamente. O IE8 é o único diferente.
E parece que a Microsoft realmente manteve a tradição: as versões anteriores também são diferentes. A Microsoft, pelo simples fato de deter a maioria do mercado de navegadores, (66,50%) força a barra dos padrões, seguindo o seu próprio. Isso força os desenvolvedores a escrever duas versões da página: uma para o IE e outra para o resto do mundo.
O fato é que a Microsoft ainda insiste em achar que o mundo é o mesmo da década de 1990. O mundo hoje caminha para os padrões abertos e a Microsoft é uma empresa que ainda reluta em andar por esse caminho. Essa é uma guerra que está perdendo, apesar do seu poderio econômico. A mudança é sutil e lenta. E quando perceberem que o mundo mudou, talvez terá sido muito tarde.
Se me perguntarem qual browser usar a resposta é categórica: qualquer um que não seja o IE8. Se há bugs crassos com relação à coisas quase irrelevantes, como a apresentação de uma página, o que se pode esperar com relação à sua segurança?

