Uma palavra sobre a pirataria

Em 23 de janeiro de 2012, em Blog, por ronaldo

Os filmes e as músicas são caros, por isso baixo tudo de graça da internet.

Esta é a desculpa de quem fomenta a pirataria. O fato de não concordar com os preços e o anonimato proporcionado pela internet faz aparecer um Robin Hood às avessas que rouba dos ricos e distribui para si mesmo os frutos do roubo. As pessoas esquecem-se que podem fazer uso de um direito seu que, por fim, faz os preços baixarem: o seu poder enquanto consumidor.

A lei mais básica do mercado é chamada de “Lei da oferta e da procura”. Quando a oferta é maior que a procura, os preços são baixos. Quando a procura é maior que a oferta, os preços são altos. Não concorda com o preço do CD da sua banda favorita? Não compre! Espere baixar até um preço que você considere aceitável.

Por que não concordo com a pirataria? Por que as coisas levam tempo e dinheiro para serem feitas. O artista investe seu tempo e dinheiro para produzir trabalho de qualidade tal que possa ser vendido. O justo é remunerar este artista pelo trabalho que ele teve em nos entreter. Se o preço é muito alto ou se não concordo com o preço, procuro por outro entretenimento, que seja mais condizente com minha condição financeira. Isso funciona assim desde a pré-história.

O impulso consumista é o que leva as pessoas optar pela pirataria. A ansiedade e o desejo em ter algo é tamanho que as barreiras da moral são postas de lado e comete-se o crime acreditando-se que se está fazendo a coisa certa. Você gostaria de vender seu trabalho de graça? Certamente que o artista que fez o filme ou a música que você gosta não gostaria.

Ah, mas a indústria da mídia abusa e coloca preços altíssimos! Bem, quando você vai comprar verdura precisa pagar o preço que lhe pedem. Se você acha que está caro demais o que você faz? Reclama com o comerciante e não compra. Basta fazer isso: reclame com a indústria da mídia e não compre! Se você não comprar vale a lei da oferta e da procura. Fatalmente o preço vai cair.

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gTalk no iChat: algo melhor que o Skype

Em 19 de janeiro de 2012, em Blog, por ronaldo

As aplicações de mensagens instantâneas hoje são lugar comum. O ICQ, pioneiro nesta classe de aplicações, não é mais popular. As aplicações mais populares são o MSN da Microsoft, Skype, recém comprado pela Microsoft e o gTalk. E nesse meio há os softwares integrados que permitem usar vários protocolos na mesma aplicação.

Sou usuário do Skype há bastante tempo e também há bastante tempo que a qualidade da aplicação vem decaindo. As chamadas peer to peer, a principal característica do software, caiu de qualidade com interrupções frequentes, baixa qualidade de recepção e travamentos diversos. O MSN nunca teve muita qualidade nas conversas peer to peer, sendo bom para o envio de mensagens instantâneas.

Ontem tive a oportunidade de usar o protocolo do gTalk através do iChat, um software integrado da Apple para o Mac. O resultado foi agradável: excelente qualidade do vídeo transmitido e recebido bem como excelente qualidade de áudio. Houveram algumas pequenas interrupções na conversa, mas nada que fosse suficientemente gritante como vem ocorrendo com o Skype.

De uma forma geral, a aplicação é simples e não permite, por exemplo, a conferência com várias pessoas, uma feature importante e que diferencia o Skype dos seus concorrentes.

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Este blog é contra o SOPA/IP Protect

Em 18 de janeiro de 2012, em Blog, por ronaldo

O Congresso Norte-Americano está para votar um ato contra a pirataria on-line. Este ato foi criado por quem não sabe patavina sobre a internet e restringe o seu uso de tal forma que não deixa nada a dever às medidas adotadas na China e em países onde navegar na internet não é absolutamente livre.

A internet foi construída com base na liberdade e os atos que estão em discussão nos EUA vão jogar essa liberdade no lixo. Certamente outros países seguirão o exemplo. Aqui no Brasil algumas tentativas neste sentido já foram feitas, como um projeto de lei descabeçado criado por um certo Eduardo Azeredo, projeto este que ganhou o apelido de AI5 Digital.

A “Lei Azeredo” bem como esta maluquice do Congresso Norte-Americano não são absolutamente nada bem intencionadas. São medidas criadas por uma indústria moribunda que ainda não entendeu que a internet pode ser usada como meio de distribuição de mídia como o fazem o iTunes Store ou o Steam.

Para maiores informações sobre o SOPA/IP Protect, clique aqui.

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Spam: uma péssima prática

Em 13 de dezembro de 2011, em Blog, por ronaldo

 

O e-mail é uma das ferramentas de comunicação off-line mais antigas que existem na internet. No entanto, ainda é mal utilizada. O spam é um grande exemplo de como usar mal um bom recurso de comunicação. Não é incomum receber mensagens indesejadas na caixa postal. O pior é quando um empresário acredita que pode aumentar seu ROI através do spam, enviando mensagens mal formatadas e, inclusive, com erros de português.

Além dessa péssima prática, há ainda os spammers que usam os cadastros de usuários em blogs para divulgar links, serviços e produtos. Quase todos os dias eu bloqueio um usuário que registrou-se no blog por conta dessa péssima prática. O grande problema do spam é o custo que isso gera não só às empresas mas aos indivíduos.

As mensagens indesejadas consomem banda, armazenamento e tempo de quem as recebe. Os filtros anti-spam apenas bloqueiam os spammers principiantes. Spammers profissionais utilizam diversas técnicas para burlar os filtros anti-spam, como o rodízio de endereços IP, o uso de botnets para envio distribuído de mensagens e outras técnicas obscuras para garantir que a  mensagem chegue na sua caixa postal.

Infelizmente não há como parar os spammers. Eles sempre estarão aí, enchendo sua caixa postal de porcaria inútil ou enchendo o seu blog de usuários e mensagens cujo único objetivo é divulgar produtos e serviços altamente questionáveis.

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O email não solicitado: um mercado negro

Em 14 de novembro de 2011, em Blog, por ronaldo

Não é incomum receber e-mails de serviços que você nunca acessou. Na mensagem chegam a alegar que você está recebendo e-mail por que cadastrou-se no serviço. Mas, se você nunca se cadastrou no serviço por que está, então, recebendo um e-mail de propaganda? A resposta é muito simples: seu endereço foi adicionado ao serviço sem seu consentimento, possivelmente devido à venda de cadastros, uma atividade que está se tornando cada vez mais comum na internet.

Serviços gratuitos como o Facebook vendem cadastros de seus usuários devidamente segmentados por preferências, idade, sexo, grau de instrução, localização geográfica, etc. E estes cadastros são valiosos pois correspondem à endereços de e-mail que estão realmente em uso e são efetivamente válidos. Empresas de marketing compram estes cadastros para revendê-los através de serviços especializados de envio de mala-direta digital. Assim, seu e-mail cai em um cadastro de anúncios indesejados e você passa a receber e-mails não solicitados regularmente.

O problema da maioria das empresas que trabalha com este tipo de atividade é a falta de critério no envio de mensagens o que faz com que anúncios sejam encaminhados para grupos de pessoas que não tem interesse real no produto ou serviço sendo vendido. Isso é ruim por dois aspectos:

  • você recebe algo que não quer e isso é incômodo;
  • quem contratou a campanha de marketing não tem um resultado efetivo o que faz com que o dinheiro investido seja literalmente jogado fora.

A venda de cadastros também pode ocorrer de maneira ilegal através de roubo de cadastros. Por exemplo, há agentes especializados em roubar endereços de e-mail válidos dos computadores pessoais – vírus de computador criados para este fim. Normalmente estes vírus obtém a lista de contatos dos messengers como o MSN e as envia para um servidor central, normalmente hospedado em um país onde a tecnologia vive ainda a fase do faroeste.

Estes vírus também propagam-se por e-mail e a propagação é usada, também, para validar as caixas postais que estão sob ataque. Assim, o atacante consegue adquirir rapidamente endereços de e-mail válidos e valiosos para vender no mercado negro.

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