Este blog é contra o SOPA/IP Protect

Em 18 de janeiro de 2012, em Blog e opiniões, por ronaldo

O Congresso Norte-Americano está para votar um ato contra a pirataria on-line. Este ato foi criado por quem não sabe patavina sobre a internet e restringe o seu uso de tal forma que não deixa nada a dever às medidas adotadas na China e em países onde navegar na internet não é absolutamente livre.

A internet foi construída com base na liberdade e os atos que estão em discussão nos EUA vão jogar essa liberdade no lixo. Certamente outros países seguirão o exemplo. Aqui no Brasil algumas tentativas neste sentido já foram feitas, como um projeto de lei descabeçado criado por um certo Eduardo Azeredo, projeto este que ganhou o apelido de AI5 Digital.

A “Lei Azeredo” bem como esta maluquice do Congresso Norte-Americano não são absolutamente nada bem intencionadas. São medidas criadas por uma indústria moribunda que ainda não entendeu que a internet pode ser usada como meio de distribuição de mídia como o fazem o iTunes Store ou o Steam.

Para maiores informações sobre o SOPA/IP Protect, clique aqui.

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Spam: uma péssima prática

Em 13 de dezembro de 2011, em Blog e opiniões, por ronaldo

 

O e-mail é uma das ferramentas de comunicação off-line mais antigas que existem na internet. No entanto, ainda é mal utilizada. O spam é um grande exemplo de como usar mal um bom recurso de comunicação. Não é incomum receber mensagens indesejadas na caixa postal. O pior é quando um empresário acredita que pode aumentar seu ROI através do spam, enviando mensagens mal formatadas e, inclusive, com erros de português.

Além dessa péssima prática, há ainda os spammers que usam os cadastros de usuários em blogs para divulgar links, serviços e produtos. Quase todos os dias eu bloqueio um usuário que registrou-se no blog por conta dessa péssima prática. O grande problema do spam é o custo que isso gera não só às empresas mas aos indivíduos.

As mensagens indesejadas consomem banda, armazenamento e tempo de quem as recebe. Os filtros anti-spam apenas bloqueiam os spammers principiantes. Spammers profissionais utilizam diversas técnicas para burlar os filtros anti-spam, como o rodízio de endereços IP, o uso de botnets para envio distribuído de mensagens e outras técnicas obscuras para garantir que a  mensagem chegue na sua caixa postal.

Infelizmente não há como parar os spammers. Eles sempre estarão aí, enchendo sua caixa postal de porcaria inútil ou enchendo o seu blog de usuários e mensagens cujo único objetivo é divulgar produtos e serviços altamente questionáveis.

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O email não solicitado: um mercado negro

Em 14 de novembro de 2011, em Blog e opiniões, por ronaldo

Não é incomum receber e-mails de serviços que você nunca acessou. Na mensagem chegam a alegar que você está recebendo e-mail por que cadastrou-se no serviço. Mas, se você nunca se cadastrou no serviço por que está, então, recebendo um e-mail de propaganda? A resposta é muito simples: seu endereço foi adicionado ao serviço sem seu consentimento, possivelmente devido à venda de cadastros, uma atividade que está se tornando cada vez mais comum na internet.

Serviços gratuitos como o Facebook vendem cadastros de seus usuários devidamente segmentados por preferências, idade, sexo, grau de instrução, localização geográfica, etc. E estes cadastros são valiosos pois correspondem à endereços de e-mail que estão realmente em uso e são efetivamente válidos. Empresas de marketing compram estes cadastros para revendê-los através de serviços especializados de envio de mala-direta digital. Assim, seu e-mail cai em um cadastro de anúncios indesejados e você passa a receber e-mails não solicitados regularmente.

O problema da maioria das empresas que trabalha com este tipo de atividade é a falta de critério no envio de mensagens o que faz com que anúncios sejam encaminhados para grupos de pessoas que não tem interesse real no produto ou serviço sendo vendido. Isso é ruim por dois aspectos:

  • você recebe algo que não quer e isso é incômodo;
  • quem contratou a campanha de marketing não tem um resultado efetivo o que faz com que o dinheiro investido seja literalmente jogado fora.

A venda de cadastros também pode ocorrer de maneira ilegal através de roubo de cadastros. Por exemplo, há agentes especializados em roubar endereços de e-mail válidos dos computadores pessoais – vírus de computador criados para este fim. Normalmente estes vírus obtém a lista de contatos dos messengers como o MSN e as envia para um servidor central, normalmente hospedado em um país onde a tecnologia vive ainda a fase do faroeste.

Estes vírus também propagam-se por e-mail e a propagação é usada, também, para validar as caixas postais que estão sob ataque. Assim, o atacante consegue adquirir rapidamente endereços de e-mail válidos e valiosos para vender no mercado negro.

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Redes sociais: servem para o que mesmo?

Em 2 de outubro de 2011, em Blog e opiniões, por ronaldo

Alguma vez você já parou para pensar para que servem as redes sociais das quais você participa? Depois do Orkut e Facebook chega ao mercado o Google + que é, em última instância, uma repaginação do Facebook. Mas, para que é que isso serve?

Eu tentei usar as redes sociais para divulgação de alguns trabalhos artísticos ou como uma forma de anunciar alguns itens que resolvi vender. O resultado sempre foi o mesmo: nenhum retorno. E comecei a perceber o tempo que começava a gastar nas redes sociais, envolvendo-me com discussões sobre os mais variados temas sem um objetivo concreto. A verdade é que percebi que as redes sociais não servem para grande coisa, pelo menos não para o meu perfil de uso.

Comecei a passar muito tempo usando essas ferramentas sem, contudo, ter um benefício real. O único benefício é o consumo de tempo que eu poderia usar para realizar algo mais produtivo, como escrever um programa ou compor uma música. Ou até mesmo usar esse tempo para ampliar o convívio com minha família.

Da minha ótica e para o meu perfil de usuário as redes sociais não trouxeram benefício algum. Pelo contrário, apenas tomam meu tempo com a atividade de verificar o que é que meus amigos, e por vezes inimigos, estão dizendo ou fazendo.

Uma das coisas que me incomodam é justamente o fato de ter minha privacidade devassada pelas redes sociais. Não é incomum ver opiniões de pessoas que eu nunca vi na vida em algo que comentei ou compartilhei, mesmo havendo configurado a minha conta para evitar esse tipo de coisa. A coisa chegou a tal ponto que me pergunto por que uso essas ferramentas. A verdade é que meus amigos já estão em uma ferramenta social bem antiga e, na minha opinião, muito eficiente: os sistemas de instant messaging. Se eu quero saber o que estão fazendo, basta entrar em contato e perguntar. Se preciso falar com urgência, basta ligar o telefone. 

Outras formas de interação como o telefone ou até mesmo o e-mail são formas simples e eficientes de comunicação com os nossos amigos. Por que preciso de uma rede social? Só para ficar lendo um monte de coisa que raramente é de interesse ou para discutir sexo dos anjos com as pessoas?

Vivemos em um tempo no qual os meios produtivos estão tão dinâmicos que cada minuto perdido pode fazer uma grande diferença. E essas ferramentas que não trazem benefício algum são, na verdade, desculpas para procrastinação das tarefas que temos de realizar no nosso dia-a-dia. Portanto, concluo que as redes sociais são legais, mas infelizmente não trazem o benefício que aparentam trazer. Pode-se viver muito bem sem elas.

Desenvolvendo para web: o código portável

Em 28 de setembro de 2011, em Blog e opiniões, por ronaldo

Há anos venho ouvindo programadores falando sobre portabilidade de código, principalmente em se falando de ambiente unix e linguagem C. Escrever código portável, com o tanto de plataformas proprietárias que existem na atualidade, é praticamente impossível. Cedo ou tarde aparece no código alguma condição que evita que determinada API seja usada em determinado ambiente de execução.

 

O mesmo pode-se dizer das linguagens disponíveis para a web, em particular aquelas que são o maior fruto de dores-de-cabeça aos programadores: HTML e CSS. Por serem linguagens descritivas não existem condições disponíveis para elas. É possível criar código geral que depois é ajustado por manipulações no DOM através da ativação de rotinas escritas em javascript. Mas trata-se de processo tão demorado e enfadonho que perde-se muito tempo escrevendo-se código apenas para adaptar o visual da aplicação ao navegador.

Como fazer, então para criar código portável para os navegadores? Aqui estão algumas das minhas experiências no assunto.

Atente-se para os trends

Ao escrever código para UI de aplicações web é importante que o mesmo tenha um formato tal que leve à um look and feel igual, independentemente do navegador do usuário. É uma tentação escrever código para um determinado navegador, principalmente se há alguma extensão que permita atingir um visual mais atraente. No entanto, e se o seu usuário não utilizar esse navegador?

É importante observar quais são os navegadores mais usados e quais são os padrões que estes navegadores utilizam. Ao usar o padrão mais baixo suportado pelos navegadores há a garantia que o look and feel do seu site será praticamente o mesmo entre navegadores, com pequenas diferenças. Nunca ignore o navegador mais usado, por pior que ele seja. Você pode limitar dramaticamente o público atingido pelo seu site.

Atente-se para os padrões

Assim como no caso dos trends, é importante atentar-se aos padrões. Nunca use padrões que ainda estão no estado draft. Use somente padrões publicados. Ao usar os padrões draft você poderá limitar o público do seu site principalmente se este padrão for adotado por um pequeno público. Só por que um determinado navegador implementa o draft de um padrão não quer dizer que você tenha de sair usando-o a torto e a direito. O resultado pode ser um site completamente ininteligível para aqueles que usam navegadores que não são compatíveis com o novo padrão.

Seja simples e direto

Pode-se criar código específico para cada navegador buscando, com isso, implementar uma interface adaptável que extraia o melhor visual possível. Tecnicamente isto é possível e é uma disciplina muito bem conhecida. No entanto, tenha em mente que criar código flexível significa criar código complexo. E nem sempre o tempo está a seu favor. Na verdade, o tempo sempre está contra você: prazos pequenos, datas de entrega próximas, etc.

Tente usar o código mais simples que dê o melhor visual para todos os navegadores ao invés de especializar demais o seu código para cada navegador. O esforço para criar código totalmente adaptável pode não compensar o custo que essa ação envolverá no projeto. Assim, é desperdício de tempo e dinheiro tentar criar código complexo. Use o código mais simples e objetivo que conseguir criar.

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