A corrupção anda solta no Brasil do Século XXI. A máquina estatal é suficientemente grande e complexa para esconder dentro de si todo um grupo de funcionários corruptos que alimentam o retrocesso e o atraso de nosso país. Vivemos em um país que é governado por um grupo de interesses e não pelo povo. A palavra democracia aqui não é levada ao pé da letra. O povo não tem vez. O governo vê o povo como fonte de arrecadação. É ilusão pensar que é diferente.
O fato é que nosso país é assim desde que me entendo por gente. Os fortes grupos econômicos sempre detiveram o poder por aqui. E duvido que essa postura irá mudar nos anos que virão. O momento econômico nunca esteve tão propício para nossa nação e tanto é verdade que nossa economia está muito aquecida. Este é o momento de tornar o Brasil uma potência econômica e cultural. No entanto, não é isso que vejo ocorrer.
Resolvemos o analfabetismo mas escondemos nas estatísticas outra forma de analfabetismo: o analfabetismo funcional. Conhecer os símbolos que formam palavras não é suficiente para afirmar que extirpamos o analfabetismo. Em verdade o nível cultural médio da população brasileira é lamentavelmente baixo.
Nossas universidades vivem do empenho de quem lá trabalha e só não colapsaram por que existem pessoas que sacrificam-se em prol da educação. Não desenvolvemos tecnologia. Não temos investimentos governamentais decentes em educação. Se você entende que educação é construir mais escola, você precisa urgentemente rever seus conceitos.
As bolsas populistas criadas pelo governo não fomentam a educação. A ideia de minimizar a reprovação apenas existe para encobrir que o nível educacional da nossa população vem caindo ao longo dos anos.
Essas coisas erradas somadas à corrupção de funcionários e políticos nos colocam anos atrás de um ponto no qual deveríamos ter atingido cerca de 50 anos atrás. E quanto mais a corrupção come recursos gerados pela população, maior é o atraso que se impõe em nosso desenvolvimento. A verdade é que estamos ficando para trás.
Não é a economia brasileira que está boa, mas as demais que estão ruins.
Não sou especialista em economia e possivelmente tenho um ponto-de-vista equivocado sobre o assunto. No entanto , como pitaqueiro que sou, não posso deixar de falar do aumento do IPI para os importados, uma medida absurdamente conservadora e antiquada na minha opinião. A verdade é que a indústria nacional de veículos já não vinha muito competitiva, praticando preços muito elevados. Eu mesmo sou consumidor de carros franceses, primeiro com a Citroën, depois com a Renault. Não, não sou metido à besta, mas esses carros vêm com mais coisa de série e custam, ou custavam, bem menos que um similar, por exemplo, da Volkswagen ou da Ford.
O fato é que o aumento do IPI visando proteger a indústria nacional é um desarranjo. É uma forma de começar o retrocesso ao carro quadradão que tínhamos antes da Era Collor de Melo. Isso quer dizer que vamos pagar mais caro e o carro não vai sofrer essa tal de “inovação” que estão dizendo que é o objetivo desse aumento impensado do IPI. A inovação aparece quando há muita competição. Darwin não me deixa mentir sozinho. As ideias deste gênio servem como uma luva para o mercado também. As empresas que mais inovam são aquelas que se encontram em nichos de mercado apertados e que precisam de superioridade relativa em alguma área justamente para conseguirem uma fatia desse mercado.
Mas aqui no Brasil vemos a competição com maus olhos: vai quebrar a indústria nacional. Que quebre! A única lei válida no mercado globalizado é essa: se não inovar, vai quebrar. Essa ideia de proteger o mercado nacional é, no mínimo, estúpida. Vivemos em um mundo que tem cada vez menos fronteiras, com uma economia cada vez mais dependente do que acontece lá fora. Se a economia mundial for mal, não seremos nós que nos salvaremos – iremos para o buraco junto com ela.
Já que querem proteger a indústria nacional, por que não começar aliviando a carga de impostos aqui dentro ao invés de aumentá-la? Que tal se facilitassem a vida do micro e pequeno empresário, aqueles que são uma das maiores fontes de geração de empregos diretos no Brasil? Por que não revisar a antiquada CLT visando tornar as empresas mais competitivas com uma menor incidência de encargos sociais?
Como aqui é o país do contrário, o governo, só para variar, está andando na contra-mão. Infelizmente haverá uma hora em que baterá de frente com o caminhão da evolução.
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A culpa é nossa. Se o congresso está cheio de parasitas, a culpa é nossa. Sou tão culpado quanto o meu vizinho de porta. E talvez isso mereça uma reflexão. Ao invés de tentarmos organizar o convívio pela internet, por que não organizarmos o convívio no bairro onde vivemos? Quantas vezes você esteve na casa do seu vizinho de porta para tomar uma cervejinha geladinha falando mal do governo? Minha resposta é rápida: eu nunca fiz isso.
Vivemos cada qual no seu espaço. Estamos deixando de lado o convívio com as pessoas, trocando-o pelo convívio com os avatares da internet. E a falha na articulação do movimento fora Sarney foi exatamente isso: faltou o senso de comunidade, a comunhão que temos uns para com os outros. Se há um vencedor, este não é Sarney: é a falta de coletivismo e cooperativismo.
Conforme andam as coisas, Brasília continuará chafurdando na própria sujeira, diante de nossos olhos. E, sim, podemos fazer algo a respeito: nas próximas eleições, não reeleja nenhum desses pilantras. Mande-os parasitar em outro lugar.
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Isso demonstra claramente que Brasília está afundando-se na sujeira. As denúncias contra José Sarney seriam suficientes para colocá-lo atrás das grades em qualquer país sério. Aqui no Brasil, o presidente, que vive na ponte aérea, vem afagar um pilantra contumaz. Na minha humilde opinião, é um pilantra afagando outro. Isso demonstra como a política brasileira está afundada na corrupção. Não sobra um.
O Brasil deveria demonstrar seriedade e punir José Sarney de maneira exemplar. Porém, uma pequena manobra deste faz com que a falta de seriedade seja exposta e que demonstre claramente que o senado brasileiro está inundado de Bozos, Carequinhas e Chupetas. E ficamos como platéia desse circo onde os palhaços nos fazem de palhaços.

