>A ordem do dia é… compartilhar!

Em 5 de janeiro de 2010, em Blog e opiniões, por ronaldo

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Quase todo novo serviço on-line tem um botãozinho “share” em algum canto, já percebeu isso? Trata-se de uma nova tendência nos serviços on-line, o compartilhamento de informações. E essa tendência não é uma estratégia de mercado, mas uma necessidade. É um fenômeno interessante.
Hoje compartilhamos opiniões em blogs, fotos em redes sociais e álbuns virtuais e até esforço de trabalho em projetos criados por comunidades. Já há empresas que trabalham compartilhando o seu core business com a comunidade nas quais atuam, gerando resultados financeiros impressionantes. O fenômeno do compartilhamento é um fenômeno social, na minha opinião. E isso está acontecendo na internet pois neste meio compartilhar é algo barato, que não custa nada. Você já paga pelo acesso compartilhando informações ou não.
Se você vai criar um serviço na internet, pense em colocar o tal botãozinho share em algum canto. E se você é usuário, tome cuidado com esse tal de botãozinho share. Da mesma forma que o compartilhamento traz efeitos positivos, também pode trazer negativos com o seu uso muito ostensivo. Há pessoas que acabam por compartilhar demais, expondo-se em demasia. Usualmente, a política de uso dos serviços on-line exime o provedor do serviço de responsabilidade no caso da funcionalidade ser utilizada de maneira incorreta. E com toda razão.
Há algum tempo atrás eu escrevi sobre o assunto do compartilhamento ostensivo e os efeitos que isso pode ter. Apesar disso, tornou-se quase uma obrigação para os serviços on-line permitirem o compartilhamento de informações entre seus usuários. Considero uma função importante, principalmente em serviços que podem ser utilizados por grupos de pessoas. Mas é algo que precisa ser implementado e usado com cautela.
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>Panes na Telefónica: lugar comum

Em 9 de junho de 2009, em Blog e opiniões, por ronaldo

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As panes nos serviços de telecomunicação providos pela Telefónica já se tornaram lugar comum. Usuários do Speedy sem internet, ou usuários de telefonia fixa com suas linhas mudas é algo que se tornou simplesmente comum. Mas será que a culpa é da Telefónica apenas? Vamos retroceder alguns anos até chegarmos ao monopólio do Sistema Telebrás.

Naquela época, não havia agilidade para o crescimento da rede. Telefones eram bens caríssimos e para obter linhas telefônicas era necessário fazer até consórcio. Não havia agilidade para criação de novas linhas, a qualidade do serviço de voz era ruim, mas ninguém ficava com o telefone mudo. Pelo menos não que eu me recorde.

Chega ao fim o monopólio do Sistema Telebrás. Vendem todo o sistema para operadoras estrangeiras. Ao invés de apostarem em pequenas parcelas, apostaram em grandes concessionárias. Resumo da ópera: simplesmente trocaram o monopólio da mão do governo para a mão de cartéis privados. Esses cartéis saíram vendendo linhas telefônicas a preço de banana, se comparado com os preços da época do monopólio. E cresceram suas redes de maneira quase exponencial. O governo fez como regra a agilidade na venda de linhas telefônicas, obviamente uma medida populista. As operadoras compraram a idéia e nunca se vendeu tanta linha telefônica no Brasil.

A Telefónica, em particular, herdou o maior pedaço do bolo: o Estado de São Paulo. Herdou, também, a maior rede com características únicas e heterogêneas. Qualquer que fosse a operadora que tivesse herdado a fatia paulista das telecomunicações passaria pelos mesmos problemas, certamente. Imagine uma rede heterogênea, com uma grande diversidade de tecnologias funcionando todas em conjunto. Agora imagine uma empresa que não entende o mercado brasileiro assumindo isso e achando que é só crescer a rede. O resultado aí está: serviço ruim, desconexões frequentes, falha em serviços essenciais.

Para mim está claro que o problema da Telefónica é de gerenciamento da rede que têm em mãos: um verdadeiro abacaxi tecnológico. Está claro, também, que é uma empresa que não conseguiu ainda desenvolver a capacidade técnica suficiente para manter esse abacaxi tecnológico a ponto de agora sofrer com panes em seus sistemas, que provavelmente são outro abacaxi tecnológico – praticamente um ananás.

Os problemas de hoje da Telefónica são, na verdade, uma soma de várias pequenas coisas:

  • privatização feita igual à fuça (com o perdão da palavra, mas foi o que realmente aconteceu)
  • centralização dos serviços em grandes provedoras
  • credenciamento de empresas sem o devido conhecimento do mercado brasileiro
  • criação de um órgão inerte, inoperante e que não consegue gerir a situação das telecomunicações no Brasil: a Anatel.

As falhas, cada vez mais frequentes, na rede da Telefónica apenas expressam a consequência de uma privatização feita às pressas e que foi desenvolvida por pessoas que não tinham o devido conhecimento de telecomunicações a ponto de trocar seis por meia dúzia.

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